Simulador de daltonismo

Envie uma imagem ou informe cores para ver como elas aparecem para pessoas com os tipos mais comuns de deficiência na visão de cores.

Modo

O que é daltonismo e quais são os tipos

A retina tem três tipos de cones, as células responsáveis pela visão de cores: os L, mais sensíveis a comprimentos de onda longos (vermelhos), os M, a médios (verdes), e os S, a curtos (azuis). O cérebro compara os sinais desses três canais para formar cada cor. No daltonismo, um dos tipos de cone falta ou funciona com a sensibilidade deslocada, e algumas cores que outras pessoas distinguem passam a parecer iguais.

Na maioria dos casos a condição é hereditária e ligada ao cromossomo X, por isso é bem mais frequente em homens. A tabela resume os tipos que o simulador reproduz:

TipoCone afetadoCores que se confundemFrequência
ProtanopiaL (vermelho) ausenteVermelho, verde, laranja e marrom; vermelhos parecem mais escurosProtan e deutan, somando formas completas e parciais, afetam cerca de 8% dos homens de ascendência europeia
DeuteranopiaM (verde) ausenteVermelho, verde, laranja e marrom, sem o escurecimento dos vermelhos
TritanopiaS (azul) ausenteAzul com verde, amarelo com rosa ou violetaRara
AcromatopsiaCones sem funçãoTodas: a visão é em tons de cinzaMuito rara

Na prática, o nome "daltonismo vermelho-verde" cobre protans e deutans, que juntos respondem pela grande maioria dos casos. Por isso, se você só tiver tempo para um teste, comece pela deuteranopia e pela protanopia.

Como a simulação funciona

O simulador aplica a cada pixel as matrizes publicadas por Machado, Oliveira e Fernandes em 2009, um modelo fisiológico muito usado em pesquisa e em ferramentas de acessibilidade. O cálculo é feito em RGB linear: primeiro a ferramenta desfaz a correção gama do sRGB, depois multiplica os valores pela matriz do tipo escolhido e por fim volta ao sRGB. Trabalhar em espaço linear é importante, porque aplicar a matriz direto nos valores gama distorce o brilho das cores.

A acromatopsia é tratada de outro jeito: cada pixel é convertido na sua luminância, que mede o quanto a cor parece clara ou escura, e mostrado em cinza. É uma forma útil de ver se o design depende só de matiz para separar elementos.

Você pode usar dois modos:

A imagem é processada no seu navegador e não é enviada para nenhum servidor.

Limitações que você precisa conhecer

A ferramenta simula a severidade total, isto é, dicromacias em que o cone está ausente. Só que as anomalias parciais, como a deuteranomalia e a protanomalia, em que o cone existe mas tem a sensibilidade deslocada, são mais comuns que as formas completas. Para essas pessoas as cores ficam menos distintas, não idênticas. Isso tem uma consequência prática: se o design funciona na simulação completa, ele também funciona para as formas parciais, e é por isso que testar o pior caso é uma boa estratégia.

Outros cuidados: a simulação parte de um monitor sRGB típico, então telas mal calibradas mudam o resultado; e ela mostra uma percepção média, que não reproduz exatamente a experiência de uma pessoa específica. Use o simulador para encontrar problemas, não como garantia de acessibilidade.

O que testar no seu projeto

Boas práticas de design para daltonismo

  1. Não dependa só de cor. O critério 1.4.1 das WCAG (Uso de cor) pede que a cor não seja o único meio de transmitir informação. Acrescente texto, ícones, padrões de preenchimento, tipos de linha ou marcadores diferentes.
  2. Use contraste de luminosidade. Duas cores com luminosidades bem diferentes continuam distinguíveis mesmo em tons de cinza. Confira os pares no verificador de contraste; o guia de contraste e acessibilidade explica os limites das WCAG.
  3. Prefira combinações seguras. Azul e laranja, como azul e laranja, se mantêm distintos nos tipos vermelho-verde. Evite vermelho e verde de luminosidade parecida lado a lado.
  4. Rotule direto. Em gráficos, escrever o nome da série na ponta da linha é mais eficiente que uma legenda colorida separada.
  5. Teste cedo. Monte a paleta no gerador de paletas e cole as cores no modo paleta daqui antes de aplicar no design.

Para aprofundar, leia o guia design acessível para daltônicos, com exemplos de ajustes em gráficos e interfaces.

Perguntas frequentes

Quantas pessoas têm daltonismo?

Cerca de 8% dos homens e 0,5% das mulheres de ascendência europeia têm alguma deficiência na visão de cores, a maioria do tipo vermelho-verde (protan e deutan).

Qual a diferença entre protanopia, deuteranopia e tritanopia?

Na protanopia faltam os cones sensíveis ao vermelho; na deuteranopia, os sensíveis ao verde; na tritanopia, os sensíveis ao azul. As duas primeiras confundem vermelhos e verdes; a terceira, azuis e amarelos.

A simulação é precisa?

Usamos as matrizes de Machado, Oliveira e Fernandes (2009), referência em pesquisa. Elas aproximam a percepção média; cada pessoa pode enxergar de forma um pouco diferente.

Como tornar um design acessível para daltônicos?

Não use cor como única forma de transmitir informação: combine cor com texto, ícones ou padrões, garanta bom contraste e evite pares problemáticos como vermelho e verde lado a lado.